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Amargo


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Descrição Geral

Amargo (Quassia amara) 

O Amargo, conhecido botanicamente como Quassia amara, é uma pequena árvore nativa das florestas tropicais da América do Sul, especialmente da região amazônica. Seu nome já revela sua natureza: um dos sabores mais intensamente amargos do reino vegetal — expressão direta de sua potência e função.

Na forma seca, apresenta-se como lascas de madeira ou fragmentos claros, de tonalidade amarelada, com aroma sutil e gosto profundamente marcante.

Tradição e uso etnobotânico

Utilizado há gerações por povos da floresta, o Amargo é reconhecido como um clássico tônico amargo digestivo. Seu uso tradicional está ligado à estimulação do apetite, ao suporte das funções digestivas e ao equilíbrio hepático.

Em diferentes sistemas tradicionais da América do Sul, a madeira também é citada em práticas voltadas ao equilíbrio do organismo em estados de sobrecarga digestiva, presença de parasitas e quadros febris — incluindo aqueles associados à malária — além de aplicações externas como repelente natural.

Em alguns contextos tradicionais, seu uso também é associado ao apoio ao metabolismo, incluindo práticas relacionadas ao equilíbrio da glicose e do sangue.

 Compostos e estudos

A madeira é rica em compostos amargos conhecidos como quassinoides, como quassina, quassimarin e simalikalactona D — substâncias amplamente estudadas por sua intensidade e atividade biológica.

Pesquisas experimentais investigam essas moléculas e apontam potenciais atividades relacionadas a:

  • ação sobre parasitas e microrganismos
  • modulação de processos inflamatórios e celulares
  • estudos sobre células tumorais
  • investigações em contextos virais e metabólicos

Seu sabor intensamente amargo está diretamente associado à estimulação das secreções digestivas, como saliva, bile e sucos gástricos — um dos principais mecanismos tradicionalmente valorizados.

 Propriedades de uso tradicional

  • Tônico amargo natural
  • Estimulante digestivo
  • Apoio tradicional às funções hepáticas
  • Tradicionalmente associado a práticas antiparasitárias
  • Utilizado como repelente natural em algumas culturas

 Forma de preparo

Devido à sua intensidade, recomenda-se o uso em pequenas quantidades:

  • Infusão — preparo breve, sabor mais suave
  • Decocção — fervura da madeira para extração mais profunda
  • Maceração em água fria — método tradicional que preserva o amargor de forma mais equilibrada

Cuidados e contraindicações: Planta de alta potência — utilizar com moderação.

  • Evitar uso durante a gestação
  • Não recomendado o uso prolongado sem orientação
  • Pode causar desconforto gástrico em pessoas sensíveis
  • O excesso pode provocar náuseas

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